Cafeicultura Orgânica
O apelo para o consumo de um produto mais saudável, com práticas ambientais e sociais mais equilibradas e justas está crescendo a cada ano. O café não é diferente, protocolos para transformar a lavoura convencional (utilização de agrotóxicos, adubos e fertilizantes sintéticos/químicos) para áreas que obedeçam o processo de certificação orgânica ganham espaço no Brasil e no Mundo.
Entretanto, a área de cafeicultura orgânica no mundo é 1,5% do total dos cafeeiros, sendo que no Brasil é de apenas 0,3%. O valor de uma saca de café orgânico pode valer, em média, 30% a mais que o convencional.
Em vista disso, se o café orgânico é mais saudável e possui um maior valor, por que esse tipo de cultivo não cresce virtuosamente? A resposta é menor produtividade, maiores gastos, maior trabalho intensivo e demora para a transição e certificação do grão orgânico. Entre as características e barreiras se pode elencar:
- Sistema integrado com preservação da flora
- Sistema consorciado com outros cultivares
- Abandono de práticas convencionais e conhecidas
- Venda futura garantida do café
- Maior trabalho e cuidado em todas fases, da muda até a venda
- Espera de no mínimo 3 anos para a certificação
- Avaliações anuais dos procedimentos
- cuidado intensivo do solo
- Menor produção
Mesmo com todas a dificuldades apresentadas, a cada ano o cultivo orgânico oferece cafés de altíssima qualidade e cercado de práticas justas e equilibradas socioambientais.
Vale chamar a atenção para o crucial papel do consumidor, ele deve saber rastrear o produto e, principalmente, pagar o custo mais elevado deste café com processo especial.
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