Programas sobre café: TV Brasil, Caminhos da Reportagem
História dos casarões e as novas plantações de café do Vale
do Paraíba
Jornalista: Alessandra Lago
Pontos importantes da reportagem:
- O café possui dois séculos de importância socioeconômica e histórica no país.
- Vale do Paraíba chegou a ser responsável 70% do café mundial no século XIX
- A Fazenda do Paraízo está localizada em Rio das Flores. Várias fazendas possuem o estilo neoclássico, entre as décadas de 1850 -60 foi o ápice dessa arquitetura, ela foi trazida pela missão francesa e adaptada ao Brasil. A corte queria viver como vivia no Rio de Janeiro imperial. Domingos Custódio Guimarães, Visconde do Rio Preto era o proprietário. O Visconde do Rio Preto deixou, em sua morte, em 1868, 1200 escravos (70% do patrimônio) e um milhão de pés de café, a fazenda foi padrão de maquinário e organização do trabalho escravo, na época. Entretanto, no final do século XIX a fazenda foi hipotecada, como muitas de toda região.
- As casas eram divididas em ala comercial, de serviço, social e íntima
- Valença era a cidade mais importante, centro da produção cafeeira, muitos imigrantes portugueses empobrecidos, comerciantes, de grosso trato, do RJ (recém saídos do tráfico negreiro) formaram a sociedade das várias cidades do Vale do Paraíba.
- Vassouras se tornou um polo no Vale do Paraíba, centro de negócios, entretenimento e religioso. A Igreja da Nossa Senha da Conceição foi erguida em 1828, símbolo urbanístico da região.
- Família Teixeira Leite, em Vassouras, possuía a Casa da HERA (22 cômodos), em 1870, Filhas Francisca e Eufrásia Teixeira Leite forma para Europa. Joaquim Teixeira Leite foi um próspero comissário de café. Eufrásia Teixeira Leite, na França, fez fortuna no mercado de ações na Europa, símbolo da autonomia feminina foi primeira mulher a investir na Bolsa de Valores de Paris (opera em 13 países e 7 moedas diferentes). Ela teve um romance com Joaquim Nabuco.
- Fazenda Vista Alegre em Valença, propriedade de 150 anos, Visconde de Pimentel, inovador na época, ligado a cultura e libertou o escravos, montou escolas para alfabetização dos negros escola do ingênuos, escola de música para os negros, a banda tocava na fazenda, município e região.
- No porto do RJ desembarcou 1 milhão de escravos, grande destino era a lavoura cafeeira no Vale do Paraíba, o escravo era patrimônio e moeda corrente, possuía um valor líquido, a riqueza dos barões do café possuía uma estrutura baseada no escravismo
- A Revolta de Vassouras, ocorrida em 1838, teve como líderes Manuel Congo e Mariana Crioula (assistiu a morte de Manuel Congo) líderes do motim, a revolta ocorreu pela indignação ao assassinato brutal de um escravo na Fazenda Freguezia.
- Barra do Pirai possui vários movimentos culturais ligados a tradição afro-brasileira, na Fazenda São Roque.
- A fazendas do Vale do Paraíba no estado do RJ sucumbiram pelo fim do escravismo, solos exauridos, força das fazendas paulistas mais eficientes em outras regiões e altíssima dívida dos fazendeiros que não acompanharam as mudanças.
- A partir de 1870, a produção começou a declinar, eram conhecidas com "Fazendas velhas", já com cafezais antigos e com baixa produtividade, elas foram vendidas por baixo preços, o escravismo estava fadado a acabar e a precificação futura do fim do escravismo decreta o declínio da liquidez do escravo antecipadamente.
- O cultivo retorna ao vale com o café especial, amparados pelo SEBRAE, é um resgate familiar co uma nova mentalidade. O cultivo passado acabou com a Mata atlântica, atualmente existe um replantio de especies da Mata Atlântica. O café é orgânico, do tipo arábica, e com método de agroecologia e enfoque no café biodinâmico, entretanto, a área é baixa, por isso o apelo é o orgânico. Pequena produção, mas com maior qualidade Fazenda Taquara, construída em 1830 em Barra do Piraí.
- Fazenda Alliança,. barão do Rio Bonito (1863), atualmente, comercializa o café que o consumidor escolhe, ele acompanha o crescimento do próprio café. A fazenda possuía 2 quilômetros de canalização de água.
- Fazenda União (1836), também do Visconde do Rio Preto, que cedeu a casa para o filho Barao do Rio Preto, turismo rural e com cultura com o mínimo de insumos convencionais, os insumos servem para compensar a baixa altitude na busca de cafés especiais.
- A região, atualmente, possui um relevante apelo histórico e agora com café produzido na região.
- Projeto do Sebrae "Café do Vale", café produzido para os turistas, já que o turista consome o leite o queijo e agora o café para contextualizar a história.
Vale muito a pena assistir essa belíssima produção, link:
Comentários
Postar um comentário