EUA e o café
Os Estados Unidos são os maiores consumidores de café desde meados do século XIX. O Brasil, desde 1870, já dependia das exportações para os americanos, assim sendo, até hoje a relação comercial nessa área é relevante para os dois lados.O café chegou ao norte do continente americano já no início do século XVII com o capitão John Smith que apresentou para os primeiros colonos.
O café tornou-se importante para os americanos a partir do processo de independência, pois o conflito com os ingleses conhecido como "Festa do Chá de Bostan", em 1773, direcionou o mercado e consumo dos EUA para o café, já que o comércio deste produto não possuía um monopólio estabelecido no final do século XVIII. O café serviu em muito a corrida para o oeste e também fez parte para as tropas, de ambos os lados na Guerra de Secessão. A praticidade em levar o produto e o reaproveitamento do pó, eram vantagens significativas da rubiácea perante outras bebidas quentes, entretanto, conjuntamente com esses atributos, o incomparável sabor entrou para o ambiente alimentar dos estadunidenses. O café também foi a bebida do operariado americano na fase de industrialização do país.
Não se deve esquecer, que os americanos, já no final do século XIX, já possuíam casas de comércio importadoras, inúmeras empresas de torrefação e empresas de venda do café em grão e em pó. As mais famosas empresas desse período foram a pioneira Arbuckle (1864) e as poderosas Maxwell House e Hills Brothers, a partir do início do século XX. Assim, a soma de um mercado pujante, empresas de comércio instrumentalizadas e armazenagem eficaz a pauta dos preços começou a ser definida em Nova Iorque.
As duas grandes guerras, especialmente para as tropas americanas, envolveram o consumo do café como um momento de relaxar, lembrar de casa, aquecer e repor as energias, no fronte da guerra as tropas americanas foram abastecidas com toneladas e toneladas de café. As empresas que serviram as forças armadas utilizaram o grão para demonstrar o patriotismo e o cuidado com os soldados. Cabe relembrar, que a expressão "coffee break", possivelmente foi criada pelas paradas na linha de montagem das fábricas que produziam exaustivamente para as forças armadas, portanto o café servia para repor as energias e momentos de descanso.
O enorme consumo de café incentivou as empresas a criarem sofisticados modos de venda, locais propícios para o consumo, patrocínio e padrão na qualidade do produto. Entre os anos 1920 e 30, programas musicais foram patrocinados com as poderosas nascentes empresas de café, além de utilizaram os jornais e revistas para impor suas marcas. A venda porta-a-porta foi robustecida pela venda do café. Já nessa época, a qualidade dos grãos era evocada, com um consumo crescente, competição entre as empresas e profissionais cada vez mais qualificados a qualidade se tornou um fator agregador.
O mercado de café não sofreu queda nas vendas com a Grande Depressão, as empresas baratearam seus produtos, criaram faixas de qualidade e reduziram as embalagens, ao mesmo tempo aumentaram e aperfeiçoaram a publicidade.
Após a 2ª Grande Guerra, com o vertiginoso crescimento socioeconômico (os Trinta anos Gloriosos), o café aumentou mais ainda seu espaço nos lares, trabalho, lazer e modo de vida dos estadunidenses. A partir dos anos 1970, a busca pela qualidade, rastreabilidade e experiência de consumir o café entrou em outra época, papo para outro post.
Números de consumo nos EUA:
CAFÉ, PARABÉNS PELO SEU DIA , obrigado pelo seus sabores, aromas, experiências, histórias, renda, cultura e ambiente geográfico ímpar!!!!
O café tornou-se importante para os americanos a partir do processo de independência, pois o conflito com os ingleses conhecido como "Festa do Chá de Bostan", em 1773, direcionou o mercado e consumo dos EUA para o café, já que o comércio deste produto não possuía um monopólio estabelecido no final do século XVIII. O café serviu em muito a corrida para o oeste e também fez parte para as tropas, de ambos os lados na Guerra de Secessão. A praticidade em levar o produto e o reaproveitamento do pó, eram vantagens significativas da rubiácea perante outras bebidas quentes, entretanto, conjuntamente com esses atributos, o incomparável sabor entrou para o ambiente alimentar dos estadunidenses. O café também foi a bebida do operariado americano na fase de industrialização do país.
Não se deve esquecer, que os americanos, já no final do século XIX, já possuíam casas de comércio importadoras, inúmeras empresas de torrefação e empresas de venda do café em grão e em pó. As mais famosas empresas desse período foram a pioneira Arbuckle (1864) e as poderosas Maxwell House e Hills Brothers, a partir do início do século XX. Assim, a soma de um mercado pujante, empresas de comércio instrumentalizadas e armazenagem eficaz a pauta dos preços começou a ser definida em Nova Iorque.
As duas grandes guerras, especialmente para as tropas americanas, envolveram o consumo do café como um momento de relaxar, lembrar de casa, aquecer e repor as energias, no fronte da guerra as tropas americanas foram abastecidas com toneladas e toneladas de café. As empresas que serviram as forças armadas utilizaram o grão para demonstrar o patriotismo e o cuidado com os soldados. Cabe relembrar, que a expressão "coffee break", possivelmente foi criada pelas paradas na linha de montagem das fábricas que produziam exaustivamente para as forças armadas, portanto o café servia para repor as energias e momentos de descanso.
O enorme consumo de café incentivou as empresas a criarem sofisticados modos de venda, locais propícios para o consumo, patrocínio e padrão na qualidade do produto. Entre os anos 1920 e 30, programas musicais foram patrocinados com as poderosas nascentes empresas de café, além de utilizaram os jornais e revistas para impor suas marcas. A venda porta-a-porta foi robustecida pela venda do café. Já nessa época, a qualidade dos grãos era evocada, com um consumo crescente, competição entre as empresas e profissionais cada vez mais qualificados a qualidade se tornou um fator agregador.
O mercado de café não sofreu queda nas vendas com a Grande Depressão, as empresas baratearam seus produtos, criaram faixas de qualidade e reduziram as embalagens, ao mesmo tempo aumentaram e aperfeiçoaram a publicidade.
Após a 2ª Grande Guerra, com o vertiginoso crescimento socioeconômico (os Trinta anos Gloriosos), o café aumentou mais ainda seu espaço nos lares, trabalho, lazer e modo de vida dos estadunidenses. A partir dos anos 1970, a busca pela qualidade, rastreabilidade e experiência de consumir o café entrou em outra época, papo para outro post.
Números de consumo nos EUA:
- importação de 24 milhões de sacas de 60kg anuais, corresponde a 14% do consumo do planeta, os maiores exportadores para os americanos são: Brasil (27%), Colômbia (20%) e Vietnã (16%). O consumo brasileiro demanda 20 milhões de sacas, 2º lugar no mundo.
- O consumo dos americanos alcança 4,5 kg por ano per capta, ou 93 litros.
CAFÉ, PARABÉNS PELO SEU DIA , obrigado pelo seus sabores, aromas, experiências, histórias, renda, cultura e ambiente geográfico ímpar!!!!
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