Tentativas de imitar o café
Qualquer bebida que queira imitar o café, não é café. A tentativa de criar um simulacro para o café foi motivada por vários fatores, especialmente por razões mercadológicas, de saúde e paladar.
Ao adicionar outros produtos para baratear o café ou dar maior volume, já ocorre um processo de adulteração. Entre os produtos usados, historicamente, estão o milho, a cevada, o centeio e a chicória, por vezes, esses produtos foram e são utilizados em quantidade tão grande que ganham vida própria. O café de chicória é feito a partir da raiz dessa planta, atualmente ele é incorporado na dieta de consumidores que evitam a cafeína, assim como o café de cevada.
O mais famoso produto, que tentou fazer frente ao café, foi o Postum, produto inventado por C.W. Post nos EUA, no início do seculo XX. Post, com um marketing agressivo e espalhando artigos contra o café e seus possíveis efeitos deletérios à saúde (na maioria das vezes inventados por ele) amealhou uma fortuna. O bebida Postum é feita a partir da torra do farelo de trigo , trigo e melaço . O aparecimento do Postum esteve ligado ao aumento do custo da importação do café (valorização dos preços), o que abriu oportunidade da entrada de outros produtos, também, nunca é demais lembrar, que no final do século XIX, muitos movimentos pró saúde e de Medicina natural eclodiram nos EUA, para muitos desses movimentos, a cafeína era responsável por doenças nervosas e problemas no trato intestinal. Entretanto, a indústria do café americana logo contra-atacou e reestabeleceu a liderança do café como produto altamente consumido pelos consumidores.
Cabe ressaltar, que mesmo C.W. Post realizando uma mega cruzada contra o café, pessoas próximas afirmavam que ele diariamente tomava a venenosa bebida feita da rubiacea.
O máximo que o Brasil passou por substitutos ou simulacros do café foi a própria qualidade do café servido no país. Até o ano de 1989, o café vendido possuia altíssimo teor de impureza, de todos os tipos, esse mecanismo era utilizado para dar volume e depois da torra extra-forte, toda a impureza e outros produtos viravam outro tipo de bebida, sendo essa, mais semelhante a carvão. Com o selo da ABIC (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DA INDUSTRIA DO CAFE), o café beneficiado por pequenas, médias e grandes indústrias, associadas a ABIC, passou a ter um mínimo de padrão aceitável para poder ser chamado de Café.
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