Os efeitos da Exportação na perspectiva da Geografia Econômica


Neste texto trataremos de conceitualizações gerais sobre Geografia, Geografia Econômica,Geografia do Café, Geografia Econômica do Café, Teoria do Desenvolvimento e Teoria do Desenvolvimento baseado na Exportação.

Faço esse breve estudo apenas para sedimentar teoricamente os assuntos que sempre permeia os assuntos tratados nesse blog.

A Geografia é a ciência que estuda a relação entre o ser humano e a Terra, portanto tudo que envolve essa relação faz parte do conjunto de estudo da Geografia, sempre destacando que essa definição foi formada pela dinâmica dos vários pensamentos que foram construídos desde os primórdios, passando pela formalização dos estudos geográficos no século XIX, até hoje. Não podemos nos esquecer que as categorias principais da Geografia são: Espaço Geográfico, Paisagem, Lugar, Região e Território.

Utilizando das categorias geográficas assinaladas acima, todos os assuntos relacionados ao café e cafeicultura no espaço geográfico, possuem um amplo campo de estudo na geografia, portanto, o campo de pesquisa para a Geografia do Café existe e é muito amplo.

Geografia Econômica é um campo da Geografia, essa especialização está preocupada em identificar as atividades econômicas no espaço terrestre. Esse campo da ciência geográfica possui quatro abordagens, são ela: 1) Localização; 2) Fatores Locacionais ou as razões da atividade naquele espaço geográfico; 3) influências da atividade econômica no espaço e as influências do espaço na atividade econômica e, finalmente a 4) definição da escala e do tempo de pesquisa. Cabe destacar, que essas abordagens são influenciadas ou induzidas pelas escolas geográficas, as quais pode-se identificar a escola clássica, quantitativa, ativa, crítica e cultural.

Já a Geografia Econômica do Café é simplesmente a aplicação das 4 abordagens na cadeia produtiva do café. Apenas como afirmação, a cadeia produtiva do café é composta pelas várias fases produtivas dessa importante commodity, dentre as mais diversas estão: a pesquisa de novas variedades de café, o plantio, o manuseio, a colheita, o beneficiamento, a armazenagem, a venda interna, a torrefação, a indústria de ensacamento, as máquinas de preparo intermediário e final, a venda para o mercado externo, o transporte e os serviços de amparo a atividade. Assim, a Geografia Econômica do Café estuda a espacialização dessa cadeia produtiva em municípios, regiões, estados, países e mundo.

Dentro do estudo da Geografia Econômica um dos pilares de entendimento das atividades no território é a Teoria de Desenvolvimento Econômico. Após a Década de 1930, países adotaram práticas econômicas e infraestruturais para induzir e planejar o crescimento econômico dos territórios, com a intenção de avançar e apressar a redução da pobreza e desenvolver estruturas de perpetuação de crescimento e redução das desigualdades entre os habitantes e espaços geográficos dos territórios nacionais. 
Essa teoria possui muitas vertentes, as mais conhecidas são a Teoria do Desenvolvimento Equilibrado e a teoria do Desenvolvimento Desequilibrado, como um dos pilares para o desenvolvimento, em todas as teorias, está a exportação, com o objetivo de atrair capital externo, equilibrar orçamento, adesão a novas tecnologia e recursos para investir em outras áreas.

O termo exportação possui origem no Latim Exportatio e significa o ato de comercializar "para fora", com o tempo foi se sedimentado a venda de produtos para diferentes países. Assim sendo, a exportação se configura no trânsito de mercadorias e serviços destinados a outras nações. As formas e estruturas de efetivar as exportações são amparadas por regulamentações do país exportador e acordados com o importador. O órgão executivo responsável no Brasil é o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços - MDIC

exportação possui as seguintes vantagens para um município, estado e países:
a) entrada de moeda externa mais valorizada, criando superávit para novos investimentos e pagamento das importações de novas tecnologias, serviços e produtos.

b) preço dos produtos pautados em dólar, o vetor da exportação, majoritariamente, ainda é o dólar americano.

c) necessidade de padrão internacional para a venda das mercadorias, qualquer entrada no mercado externo o produto terá que concorrer e ter um padrão mínimo internacional, deste modo, é inevitável a busca pelo aprimoramento externo da cadeia produtiva.

d) Incentivo a novas atividades de complementação da cadeia produtiva, assim que os lucros em dólares aparecem, novos produtores são induzidos a tomar risco para novas atividades. 

e) Necessidade de novas infraestruturas (virtuais e físicas) de contato com o mundo, estradas, portos, rede de telecomunicação, propaganda e agências de burocracias exportadoras.  

f) escalabilidade mundial, maior contato de parceiros, possibilidades incontáveis de novos mercados.
g) preparo da mão de obra com nível internacional

h) possibilidade em montar uma rede com maior perenidade de mercado, múltiplos parceiro 

i) Intercâmbio de ideias, tecnologias e modos de produção e formas de pensar a cadeia produtiva.






Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Programas sobre café: TV Brasil, Caminhos da Reportagem

Café e Cultura - Cassiano Ricardo

Alemanha e o café