Brasil e Exportação do café


     O café foi o principal produto brasileiro exportado entre 1850 a 1950. Atualmente, a rubiácea está na 10ª posição entre os produtos mais exportados no geral, mas é o 7º entre os produtos agropecuários.
    Na safra 2018/2019 as exportações brasileiras de café bateram recorde e atingiram 41,1 milhões de sacas de 60 quilos. Esse volume foi de 35% maior que o da safra passada. Os recursos em moeda estrangeira alcançaram US$ 5,39 bilhões, 9,8% maiores comparados a produção de 2017/18. O café arábica alcançou 33,58 milhões de sacas (café verde) e o grão de café robusta chegou a 3,61 milhões de sacas, outros produtos exportados foram o café solúvel, o café torrado e o torrado-moído. Somados, esses produtos alcançaram 4 milhões de sacas, tendo 3,98 milhões de café solúvel e 24,4 mil de torrado e moído. 
   Os cafés especiais, acima de 80 pontos na classificação e no índice sensorial da Specialty Coffee Association (SCA), chegaram a 22% do café exportado, com o saldo de US$ 1,15 bilhão em divisas.

   O destaque para a lista dos compradores, continua sendo os EUA. Em 2019, os americanos compraram do Brasil, com 7,9 milhões de sacas (19,4% das vendas). Na sequencia verifica-se:  
  • Alemanha,  6,8 milhões (16,7%) 
  • Itália, 3,6 milhões (8,8%) 
  • Japão,  2,6 milhões de sacas (6,4%); 
  • Bélgica, 2,5 milhões (6,2%); 
  • Turquia, 1,2 milhão (2,9%); 
  • Federação Russa, 1,1 milhão (2,6%); 
  • México, 951 mil (2,3%); 
  • Reino Unido, 941 mil (2,3%);
  • Canadá, 900,2 mil (2,2%).



      Fato que chama a atenção é a exportação para outros países produtores, já que a produção desses países é toda exportada, e, além disso, existe um aumento do consumo nesses países. A preferência pelos grão brasileiros é em decorrência das reservas brasileiras e a qualidade do café, pois possui corpo para a formação de blends. Na  safra 2018/2019, foi 1,27 milhão de sacas de 60 quilos, vendidos, principalmente para Colômbia e México. A Colômbia produz em média 14 milhões de sacas, destes 13 milhões são para o mercado externo. O consumo interno está em torno de 2 milhões de sacas, portanto o déficit é coberto com a importação. 

      Em estudo da Organização Internacional do Café - OIC, a demanda por café deve crescer 2% ao ano, isso significa três milhões de sacas anualmente.Em 2019, a necessidade global foi por volta de 165 milhões de sacas de 60 quilos.



     Segundo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil - CeCafé (2019), o Brasil exportou para 126 países. O país é responsável por 32% da exportação mundial de café. Quando se trata  do mercado mundial (fornecedor e consumidor), o Brasil compõe 38% do mercado global. 

    Tradicionalmente, o Porto de Santos continua a estar na liderança do escoamento do café nacional, com, aproximadamente, 78% de participação (31,7 milhões de sacas embarcadas em 2019). Pelos portos fluminenses passaram 5,1 milhões de sacas, isso representa 12,7% do volume exportado.


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