A importância da Cafeicultura para o Brasil e para o Mundo

A cafeicultura foi e é de grande relevância para os aspectos geográficos, históricos e socieconômicos do Brasil. No passado foi responsável em equilibrar o orçamento dos governos, inclusive a monarquia e república velha. Foi, a partir do café, que o Estado Brasileiro passou a ter maior constância fiscal e se inserir, minimamente, no sistema financeiro mundial. 
A renda do café possibilitou recursos para o investimento no setor secundário e dinamização socioeconômica, especialmente no estado de São Paulo.
Entretanto, será que a cadeia produtiva do café possui alguma importância para o Brasil como um todo?
Apenas para recordar, a cadeia produtiva é composta: empresas (públicas e privadas) que preparam as sementes e estudam as melhores cultivares; a fazenda; o plantio; a manutenção (terreno, solo e plantas); colheita; beneficiamento; cooperativas e empresas especializadas; torrefação; envasamento; publicidade; varejo; exportadoras; empresas de máquinas e implementos agrícolas; baristas; provadores e, por final, consumidores.
Cabe destacar, que a redução da importância, como produto mais representativo do país, foi um reflexo do aumento da complexidade (qualitativa e quantitativa) de outros setores da economia, ainda bem que isso ocorreu, pois o país cessou de depender de uma classe econômica e política, assim não ficando refém de um ator apenas para enfrentar a ininterrupta situação econômica cambiante, seja ela interna e externa,. A busca em aumentar a participação de outros setores deve ser constante e entronizada em qualquer política de Estado. Assim sendo, isso não que dizer que a cadeia produtiva do café deva ser reduzida, mas potencializada e compor um mosaico econômico mais diverso.
Em estudos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA, Organização Mundial do Café - OMC, Embrapa e IBGE , na safra 2017-18 o Brasil foi responsável por quase 32% do produção do café mundial, sendo o maior produtor desde o final do século XIX, até hoje. Em 2018, o país produziu 61 milhões de sacas, 75% desse café é do tipo Arábica. Os trabalhadores envolvidos com a cadeia produtiva, de modo direto e indireto, chega a 8 milhões de pessoas. No setor primário brasileiro, a rubiácea mantém o quinto lugar de produto agropecuário mais importante, com dividendos gerados de US$ 4,2 bilhões em 2017. Aceredita-se que 90% dos produtores de café sejam pequenas e médias propriedades, portanto é um setor capilarizado e difuso nas áreas produtivas. 
 Em Boletim da Embrapa fica informado a posição de cada estado brasileiro em 2018:

"Em relação ao volume da produção brasileira, o ranking dos seis maiores estados produtores em 2018, em ordem decrescente, é o seguinte: Minas Gerais, em primeiro lugar, com 30,7 milhões de sacas, corresponde a 53% da produção; Espírito Santo, em segundo, com 12,81 milhões de sacas (22%); São Paulo, em seguida, com 6,07 milhões de sacas (10%); Bahia, 4,50 milhões de sacas (8%), Rondônia, 2,19 milhões de sacas (4%) e Paraná, sexto Estado produtor, com 2%, produz 1,05 milhão de sacas." <https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/34724227/producao-dos-cafes-do-brasil-equivale-a-36-da-producao-mundial-em-2018> 30/05/2018

Para os estados acima elencados, a  cadeia produtiva do café é de extrema relevância no orçamento das famílias, empresas e para o próprio poder público.



Preço da saca: 28/02/2020: 
Poços de Caldas/MG (CaféPoços) - tipo 6 bebida duraR$ 500,00

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