Colômbia e Cafeicultura
Historicamente acredita-se que os jesuítas plantaram as primeiras mudas de café na Colômbia, em meados do século XVIII. Entretanto, a exportação teve início em 1835, na região de Salazar de las Palmas, Norte de Santander. Já em 1860, o café era o principal produto de exportação da Colômbia. A marca da agricultura familiar é presente até hoje na produção colombiana.
A pequenas fazendas, em geral, possuem de altitude elevada, com média entre 1,2 mil e 2 mil metros. O solo de origem vulcânica é muti fértil. A geomorfologia da área cafeicultora colombiana cria microclimas (com temperaturas que variam de 8 a 24 graus), a variedade de altitudes das lavouras, o regime singular pluvial e a insolação recebida pelas plantas são elementos determinantes para a alta qualidade dos grãos (terroir diversificados, origina bebidas de sabores bem variados) , a variedade majoritariamente mais cultivada é a arábica. A colheita é tradicionalmente manual e selecionada por fruto, a mão de obra representa para o setor 60% dos custos da produção.
O café colombiano é do tipo lavado, o qual oferece mais regularidade na bebida e controle da qualidade.Os frutos maduros são depositados na água para retirar a polpa, depois, passam por um período de fermentação, entre 12 e 36 horas. Após essa etapa, os frutos são secos naturalmente ao sol. O beneficiamento por via úmida é uma técnica que oferece um produto mais limpo, brilhante e frutado, e impacta na acidez do café. Em razão disso, a bebida colombiana é considerada mais suave.
A Colômbia exporta anualmente 11 milhões de sacas de café, o que se materializa, em média, US$ 2,6 bilhões. O país detém 12% do café comercializado no mundo, e é o terceiro produtor mundial, atrás do Brasil e do Vietnã. A região de maior produção é compreendida entre os municípios de Cali, Medellín e Bogotá, essa região é conhecida como a Zona Cafetero ou Eje Cafetero (Eixo Cafeeiro).
A cadeia produtiva do café na Colômbia é uma política de Estado. Nos anos 1950, o governo colombiano criou um órgão nacional para o desenvolvimento desse setor, essa organização é a Federação Colombiana de Produtores (FNC), além do cuidado dos insumos, produção, beneficiamento, armazenagem e comércio, a FNC divulga da marca Juan Valdez. Desde 1959, a marca reúne as 22 regiões produtoras e valoriza o produtor colombiano A marca retificou um padrão comercial com o foco no mercado premium, cabe destacar que que o padrão de exportação de qualquer café arábica para o mercado dos EUA é pautado no grão colombiano. Essa vinculação com o mercado americano é fruto de acordos comerciais, acordos militares, marketing e qualidade.
O Brasil deve como a Colômbia, aumentar os cafés lavados, realizar mais acordos e um marketing agressivo.
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