Cafeicultura Irrigada
A irrigação almeja atender à necessidade de água das plantas nos períodos de estiagem e de momentos de crise hidrológica, e é relevante aplicá-la em quantidade correta para que não se inviabilize a produção e a dinâmica da lavoura. Essa técnica tem proporcionado
incrementos consideráveis na produtividade das lavouras cafeeiras nas áreas produtoras do país, o que ampara o interesse crescente por parte dos
cafeicultores.
A cafeicultura irrigada no Brasil representa quase 300 mil hectares, pouco mais de 12% do parque cafeeiro. Porém, as áreas irrigadas são responsáveis por 30% da produção nacional de café, graças às grandes vantagens do cultivo irrigado comparado com o cultivo de sequeiro.
Vantagens da lavoura irrigada:
- Maior controle da safra, ou maior previsibilidade
- menores riscos
- maior eficiência na utilização e aplicação de insumos
- maior produtividade e
- melhor qualidade do produto
- maior rentabilidade
Uma lavoura irrigada pode oferecer incrementos na produtividade de 49%, 48% e de
54,69% em cafeeiros irrigados, quando comparados com cafeeiros não irrigados,
em várias regiões do Brasil. Com prática da fertirrigação (técnica de aplicar fertilizantes via água de irrigação), a produtividade pode chegar a 123% a mais nas áreas fertirrigadas, em comparação com os cultivos que não possuem a prática da irrigação.
A maior razão de irrigar as cultivares é o desenvolvimento do fruto. O tamanho final do grão cereja depende acentuadamente da precipitação
ocorrida no período de 10 a 17 semanas após o florescimento, período este
considerado de expansão rápida do fruto. Controlar o desenvolvimento do fruto terá vantagem no tamanho, formação e preservação dos elementos fundamentais de uma boa bebida, além de uma uniformidade dos frutos na época da colheita.
O custo da implantação da irrigação em uma lavoura cafeeira é em média de 3 a 4
sacas/ ha/ano do que foi produzido (cerca de 5%), na composição desse custo o gasto com energia chega a 60% do sistema de irrigação.
Os principais modos de irrigação para o cafeeiro são
- Pivô Central
- Pivô central, com plantio realizado em círculo
- Aspersão convencional e em malha
- Autopropelido convencional (canhão d´água)
- Carretel enrolador
- Tubos perfurados a laser ou “tripa”
- Gotejamento (expostos e enterrados)
Não existem apenas vantagens, A irrigação modifica o ambiente agrícola,
criando um novo sistema de produção que deve ser planejado e tratado de forma
diferenciada. O aumento da produtividade só ocorre se houver uma integração
entre todos os componentes do sistema de produção. Entre os riscos estão:
- a irrigação em grande quantidade acarreta a poluição de rios, lagos e lençol freático, devido à lixiviação de elementos tóxicos e nutrientes;
- quantidade insuficiente pode resultar em estresse hídrico da cultura e afetar o crescimento normal das plantas.
- Erosão
Atualmente, existe um entendimento, entre os pesquisadores, de que lavouras irrigadas se
desenvolvem melhor e são mais produtivas, cotejada com as não-irrigadas. Contudo, esses estudos não relatam de maneira clara qual o melhor gradiente de
irrigação. Vale destacar, que a idade da planta, o ciclo de vida, a dinâmica genética, mudanças pedológicas e climáticas criam um ambiente desafiador para a pesquisa técnica e científica da irrigação. Ao longo de três safras concluíram que a irrigação pode
melhorar a média de produtividade do cafeeiro, o que também foi constatado
nesse estudo; e ocasionar menores variações entre safras, permitindo certa
redução no efeito da bienalidade, fato esse não observado no presente estudo
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